Depois da apresentação do meu TCC (sobre MKT de guerrilha), um professor, membro da banca, disparou a seguinte afirmação: "Esse tipo de marketing é novo, mas a agência (nome da agência) possui um departamento só pra essas ações".
Pois bem, procurei informações acerca do tal departamento de guerrilha da agência citada pelo professor (com ar de sabe-tudo). O que constatei foi o que já sabia. A "guerrilha" sobre a qual o ínclito mestre estava se referindo era, nada mais, nada menos, que panfletagem, bandeiradas nos sinais e algumas propagandas nas faixas de pedrestres. Confesso que gostaria de alguém mais gabaritado no assunto para dar nota ao trabalho (mas quem não tem cão, caça com gato mesmo).
A grosso modo, vejamos as diferenças entre a "guerrilha" proposta pelo professor e o verdadeiro Marketing de Guerrilha.
1- Ninguém olha um etregador de panfletos e diz "Putz!! Que ação legal essa que estão fazendo. Venham ver".
2- Muito menos ouvimos alguém dizer "Nossa! Vocês viram? Que coisa legal essas bandeiras tremulando no sinal".
Além de tudo, muitos motoristas levantam os vidros para não terem seus carros cheios de papéis, muitas vezes inúteis.

Ao contrário disso, o verdadeiro Marketing de Guerrilha busca surpreender o público usando o ineditismo, o não convencional, o impacto e o fator surpresa para gerar boca-a-boca e mídia espontânea (com baixo investimento).
Eis a diferença:

Figura acima: "Homem derretido". Ação da Cruz Vermelha com o objetivo de alertar para os malefícios do aquecimento global. Além de chamar a atenção dos passantes, a ação correu o mundo através da internet.
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Alamir Marinho